Sobre Magé

 

Breve Histórico

A história de Magé começa em 1565 quando o sesmeiro Simão da Motta doa uma fração de suas terras em um outeiro às margens da Baía de Guanabara para construção de uma capela em louvor a Nossa Senhora da Piedade de Magepe. No ano seguinte, Cristóvão de Barros recebe uma grande sesmaria e ergue o primeiro engenho de cana a funcionar na Baixada. Deste longínquo tempo nada restou.

Alguns anos mais tarde, por volta de 1643, surgiram outras localidades nas proximidades. Entre elas citamos a Pacobaíba, mais tarde denominada Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba e  posteriormente, Guia de Pacobaíba, conhecida como “Mauá”.

No século XVIII, com a descida do ouro das Minas Gerais pelo Caminho de Inhomirim, o território de Magé recebe uma grande quantidade de construções religiosas e infraestrutura portuária no Rio Estrela. Parte importante da história do país, Magé teve o porto mais movimentado do Brasil Colônia, o Porto Estrela, localizado na Vila Estrela, pelo qual escoavam para Portugal os tesouros arrancados das Minas Gerais.

Graças aos esforços dos colonizadores, à contribuição do trabalho escravo e, ainda, à fertilidade do seu solo, as localidades gozaram de invejável situação no período colonial.

Diante do progresso foi transformada em vila, em 9 de junho de 1789. No dia 12 de junho foi instalada a Câmara. No mesmo ato simplificou o nome de Magepe para Magé. Em 2 de outubro de 1857 pela Lei Provincial 965 a Vila de Magé recebe o título de Cidade de Magé.

A importância do Município durante o Segundo Império era grande. Para avaliá-la basta observar que em suas terras foi construída a 1ª estrada de ferro da América do Sul, inaugurada a 30 de abril de 1854. Esta estrada, que se denominou Mauá e depois Estrada de Ferro Príncipe Grão-Pará, ligava as localidades de Guia de Pacobaíba à Fragoso, numa extensão de 14.5 Km.

Após a abolição da escravatura, houve considerável êxodo dos antigos escravos, ocasionando terrível crise econômica. Esse fato, aliado à insalubridade da região, fez com que desaparecessem as grandes plantações. O abandono das terras provocou a obstrução dos rios que cortam quase toda a baixada do território municipal, alagando-a. Daí originou-se a disseminação da malária, que reduziu a população local e paralisou por várias décadas o desenvolvimento econômico da região.

Sua localização privilegiada, próxima a cidades importantes, trouxe novo surto de desenvolvimento no século XX, com a implantação de várias indústrias, especialmente as têxteis, como a Fábrica Esther, em Santo Aleixo, 2º distrito. Em 1992, Guapimirim, então terceiro distrito de Magé, adquire sua autonomia, com redução expressiva do território mageense.

Fontes: IBGE e TCE-RJ

 

O Município

Magé pertence à Região Metropolitana do Rio de Janeiro e tem uma área total aproximada de 394,0 Km², correspondentes a 7,3% da área da Região Metropolitana. Os limites municipais, no sentido horário, são: Duque de Caxias, Petrópolis, Guapimirim e baía de Guanabara.

É configurado por seis distritos: 1º Magé (sede municipal), 2º Santo Aleixo, 3º Rio do Ouro, 4º Suruí, 5º Guia de Pacobaíba e 6º Vila Inhomirim.

Magé é cruzado pela rodovia BR-116, de Duque de Caxias, a oeste, a Guapimirim, a nordeste. A BR-493 acessa o sul de Guapimirim, em direção a Manilha, no município de Itaboraí, e a RJ-107 segue rumo norte para Petrópolis.

 

Turismo Ecológico

Magé possui grande riqueza natural, seu território possui vasta biodiversidade, podemos destacar o Mangue nos distritos que são banhados pela Baía de Guanabara, com algumas praias como as de Piedade (1º distrito), Olaria, Anil e São Francisco (3º distrito) e grandes áreas de Mata Atlântica, onde encontram-se cachoeiras maravilhosas como o Véu da Noiva (3º distrito) e o Monjolos (2º distrito)

 

Turismo Religioso

Em Magé existem diversas construções religiosas com valor histórico. Dentre elas, podemos citar: Igreja Matriz de Nossa Srª da Piedade (1º distrito), Capela de N. Sr do Bonfim (1º distrito), Igreja de N. Srª de Guia da Pacobaíba (5º distrito), Igreja de N. Srª dos Remédios (5º distrito), Igreja de São Francisco de Croará (5º distrtito), Igreja de São Nicolau de Suruí (4º distrito), Ruínas da Capela de N. Srª Estrela dos Mares (6º distrito), Igreja de N. Srª da Piedade de Inhomirim (6º distrito), Poço Bento (1º Distrito), entre outras.